quinta-feira, 11 de dezembro de 2008



Queria te escrever poesias. Te dar um mundo de plástico-bolha para evitar que se machucasse. Queria ser seu céu. Sua bola de cristal.

As vezes sou namorada, sou bruxa, fada. Sou monstro, sou caminho errado. Sou dor, ventania, loucura. Sou calmaria. Sou seu sol em dia de domingo. Sou a escala de cinza nas suas fotografias. Sou o que quero e o que nao consigo evitar.

Sou um paradoxo insano, com um passado imperfeito, cercada de armadilhas e demônios. cheguei devagar.

Fui sua perdição, sua mais louca paixão. Te fiz ir às nuvens. Ficamos lá.

Um dia alguém desfez o sonho, te feriu. Amarraram meus pés e mãos. Renascemos. O caminho ia se trilhando, a certeza era nosso guia.

Nunca foi fácil. Não haviam me contado que para se concretizar o amor talvez fosse necessário pular de ponta num mar de agulhas. As vezes sentia suas mãos hesitantes, coladas às minhas. As vezes elas me apertavam, me eletrizavam e assim se seguia.
Um dia sua mão se soltou. Deixou de ser minha. Tínhamos a certeza do sentimento, mas o coração estava pálido. Tentei colorir o seu com todas as minhas canetinhas. Testava uma por uma, todas elas haviam acabado. Prometi uma caixa nova, cheia de cores diferentes.

O colorido se tornou um borrão.

Ninguém consegue colorir bonito em meio a um furacão.

5 comentários:

Fernanda disse...

Ninguém consegue colorir bonito em meio a um furacão.

O furacão de certa forma é colorido,em tudo se consegue vê cores...talvez as pessoas tendem a pintar a vida de cinza,mas o que é o cinza..uma cor linda,pois tudo depende de como vemos as coisas=)

adorei o texto=)
liiindo.

Coração Vulgar disse...

O furacão deixa tudo muito bagunçado, mas que depois dele venham as águas para lavar e deixar tudo de volta ao normal...

Ou quase lá...

(L)

Thiago disse...

Eu peço aos céus que as cores regressem ainda mais vivas e mais alegres. Se você quiser, eu te empresto canetinhas!
E daqui a pouco, esse furacão vai ser só um ventiladorzinho pra esses dias mornos.
Magnífico post.
Beijos!

Zingador disse...

Eu me pego pensando nos furacões... no quanto eles destroem e ao mesmo tempo erguem paredes, muros e pessoas mais fortes. Resta-nos ter mais delicadeza na hora de pintar, não misturar tanto as tintas durante o vento forte.
Adorei

Camila disse...

A beleza está nos olhos de quem vê!
Jogue tinta no furacão... quem sabe vem depois um arco-íris?

Beijos